quarta-feira, agosto 29, 2012
quarta-feira, agosto 22, 2012
...por hoje, chega de tu & eu.
Cansei mesmo.
Acumulei tanto que P-U-F.
Cansei de desculpas.
Cansei de sentir que só um de nós está à espera que algo mude.
Cansei de esperar por alguma mudança da tua parte.
Cansei demais.
Demasiado tarde.
Este cansar já dura há muito.
O acumular das forças que tive de juntar para tentar fazer-te manter no caminho certo também ajudou.
Juntou-se tudo novamente.
O facto de ser vista como a namorada "xunga" e "chata" que não acha piada ao facto do menino beber, fumar ou conduzir com álcool no sangue, mesmo que pouco, está a dar cabo de mim.
Estou farta de te tentar explicar as merdas que estás a fazer a ti próprio, aos que te rodeiam, a mim.
Eu desisti verbalmente mas mentalmente nunca parei de tentar que parasses.
Há sempre alguma coisa nova que acontece.
Depois, vem o facto de não haver crise de saíres em grupo só com os rapazes mas se for eu a querer sair com as minhas amigas já é um drama.
Quem vai conduzir? Onde vais? Vais beber?
Tipo, a sério?
Não sou nenhuma criança.
E o que me deixa mais irritada é o facto de ficares todo amuado.
ODEIO ISSO.
Até gostava que fosses comigo mas até isso parece um frete para ti.
Ai e tal, nesse dia há um jantar no tal sítio (o que leva à implicação de bebida) e acho que ninguém vai querer ir.
Tipo, vou eu e elas. Não é obrigatório beberes nesse jantar. Quantas vezes já houveram jantares, eu fui embora à hora a que tenho de ir, e todos vocês foram sair para a noite?
Quantas vezes já saiste sem mim?
Quantas vezes?
Quantas vezes eu falei em fazermos certas coisas e nunca ninguém quer (tu não queres) e de repente, um dia, quando eu não estou, algum iluminado se lembra e vão fazer justamente aquilo que eu sugeri?
E nem um agradecimento por te arranjar aquilo que querias.
Podias ter ficado comigo mais um bocadinho e dás-me sempre uma desculpa.
E ainda te viras para mim e me dizes que vieste de propósito? Como se eu tivesse que pensar que a culpa é minha.
Só vieste porque quiseste e eu não queria mesmo estar contigo.
Não quero mesmo.
Senti-me irritada.
Cansada.
Frustada.
Chateada.
Triste.
Desanimada.
Deprimida.
Detesto sentir-me assim.
Estou farta.
Juro que estou.
Não sei como será o dia de amanhã mas por hoje, chega de tu e eu.
quarta-feira, julho 11, 2012
terça-feira, junho 19, 2012
O pior é não me sentir casa...
Pensei nisto enquanto estava na Bila a preparar-me para o exame.
Só me apetecia adiar a minha partida para casa.
Tenho 21 anos e não me apetecia voltar para casa.
Nem mesmo para abraçar a minha mãe ou o meu mano.
A situação familair não está bem e não anda bem há já algum tempo.
Desde que a minha avó se "perdeu" que o meu pai se fechou ainda mais na sua concha.
Como é possível?
Ele já era uma pessoa que raramente mostrava carinho e que fazia de tudo para sair de uma discussão a ganhar.
É impossível ter uma conversa saudável com ele.
É impossível mostrar-lhe que temos razão.
Ele acaba por virar a discussão para outros assuntos que não estavam relacionados com o tema inicial.
Acaba por nos atacar pessoalmente.
Diz coisas que magoam.
Nunca pede desculpa.
Ameaça, insulta, explode, grita.
Juro que só me apetecia fugir de casa.
Juro que me apetecia pergar-lhe um susto tão grande um dia que ele acabaria por ver que nos está a perder.
Como é possível ele não me dirigir quase a palavra, me dar um abraço ou um beijo quando chego?
Como é possível que ele queira que nós sejamos sempre excepcionais em tudo e depois quando as coisas correm mal, nos acuse que estamos a gastar o dinheiro que ele ganhou?
Então porque não me deixa ir trabalhar para ganhar dinheiro para pagar as minhas propinas??
Tenho 21 anos por amor de deus!!!!
Daqui a nada estou formada.
Nunca fui de férias com os meus amigos, tenho hora de recolher no máximo até à 1h30 da manhã, e o único sítio onde saio é para um café/bar que fica a 5 minutos a pé da minha casa.
É demais.
É impossível.
Sou uma filha responsável e acredito que a educação que tive não foi igual a muita gente da minha idade.
Onde já se viu?
Sou das poucas pessoas do meu ano de universidade que liga aos pais todos os dias.
Não bebo, não fumo, nunca experimentei drogas.
Raramente lhe peço para pegar no carro.
Divido a gasolina quando uso o carro.
Não tenho mesada. Não peço prendas.
Não gasto dinheiro de forma desmesurada nem desrespeito os meus pais.
Não troco um domingo com a família para estar com o namorado.
Sou boa aluna, responsável e demasiado caseira.
Habituei-o mal foi o que foi.
E ele agora atira-me à cara que eu não tenho opinião?
Que não tenho direito a falar?
Que não tenho direito a expressar-me?
Insulta-me?
Quase me bate, por eu defender a minha mãe?
As palavras dele magoam cada vez mais.
A indiferença com que ele me trata está a consumir-me.
E o pior é que a minha mãe padece pelas asneiras dele.
Odeio.
Odeio.
Ninguém consegue chamá-lo à razão.
Ele ataca logo com agulhas e facas.
Acho que este ano está a ser sem dúvida o pior de sempre.
E sinceramente, não sei que fazer.
It's a first...
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