Ser forte, ser feliz, ser simplesmente.
Ser o que quero e não quero.
Ser bem comportada ou mal-humorada.
Ser risonha ou chorona.
Ser um conjunto de memórias e momentos que se saboreia ao recordar.
Ser e não ser.
Ser frágil e nostálgica como uma melodia.
Ser simples e amável...
Ser o que sou e o que hei-de ser.
Eu apenas.
quinta-feira, maio 21, 2009
Ser o que mais ninguém é...
segunda-feira, maio 11, 2009
Que sabes tu de mim?
Pergunto-me muitas vezes o que é que certas pessoas pensam que são para terem a audácia de dizer que as outras pessoas são isto ou aquilo, ou desta ou de outra forma, como se as conhecessem melhor que elas próprias. A prepotência de querer passar por superior, de querer exibir uma capacidade de discernimento psicológico que não possuem, de querer ser donos da identidade de quem não lhes pertence...
Irrita-me profundamente que repetidamente me cruze com pessoas que acham que me conhecem ou, pior, que querem que eu seja como elas gostavam que eu fosse...
Nunca aconteceu a ninguém deparar-se com uma pessoa que fala como se nos conhecesse a vida toda, que nos interpreta como se fossemos um livro aberto, mas que vos dá a sensação (certeza) que está a ler o livro de pernas para o ar? Nunca encontraram ninguém que vos define de maneiras, formas e ideais que não têm nada a ver convosco, mas que espalha aos sete ventos e defende com uma certeza ridícula e profundamente frustrante. Como se se achasse capaz de atravessar toda a parafernália de protecções mentais e bloqueios de personalidade a qualquer acesso externo como se de nada se tratassem? Para mim isso é um triste sentido de superioridade falhada...
Cada pessoa é uma malha de tecido indissolúvel, que não é com um simples olhar presunçoso que se compreende completamente. É típico julgar sem se conhecer, mas assumir aspectos pessoais por características pessoais que não se compreendem completamente, é todo um novo nível de estupidez social...
sábado, maio 02, 2009
Pedaços...
+(3).jpg)
Pensava que sabias. Pensava que já tinhas descoberto. Esta minha outra metade. A metade que detesto. A metade que me completa. Pensava que podias apagá-la. Mas nada funcionou. Pensei que seria mais fácil mas as palavras que digo apenas expressam o contrário do que sinto. Não consegui expressar o que me vai na alma e principalmente no coração e isso não te alcança. Pensei que ao fim deste tempo, soubesses sempre. Pensei que mostrar-te quem sou poderia de alguma forma materializar-se e desaparecer mas no final, acabo por avançar sozinha.
Tive de me refugiar nesse lugar tão vazio onde os meus sentimentos mais horrendos tomam forma. Não sei como é que isto se tornou tão mau. Às vezes é uma loucura ver que nada me pode salvar, e isso é a única certeza que tenho.
Tentei ser perfeita, aparentar o que não sentia, tentar escapar daquela prisão. Pensei que pudesses ser esse refúgio e por momentos senti-me completa. Mas tudo voltou a abater-se sobre mim. Nada do que queria voltou a tomar conta de mim e a gerir a minha vontade. Nada poderia estar mais errado. É difícil de acreditar, isto nunca irá ser fácil, e eu acho que sabia isto desde o início.
Desiludida e frustrada? Talvez um pouco. Mas apenas escuridão me rodeia e nem aquela promessa me vai resgatar.